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Ranking de qualidade de vida traz Viena no primeiro lugar e algumas mudanças na América Latina

Viena ocupa o primeiro lugar em qualidade de vida pelo 8º ano consecutivo; Singapura ocupa o primeiro lugar em infraestrutura urbana; Brasília é a melhor cidade avaliada do país no quesito infraestrutura e TOP 5 na América Latina; Montevidéu é a cidade melhor classificada da América do Sul, ocupa o 79º lugar em qualidade de vida e 106º em infraestrutura. 

Por Mercer

Apesar da crescente volatilidade política e financeira na Europa, muitas de suas cidades oferecem a melhor qualidade de vida do mundo e continuam sendo destinos atraentes para expandir operações comerciais e enviar expatriados em transferências, de acordo com a 19ª pesquisa anual de Qualidade de Vida da Mercer. A infraestrutura urbana, classificada separadamente este ano, desempenha um papel importante quando multinacionais decidem onde estabelecer locais no exterior e enviar empregados expatriados. O fácil acesso ao transporte, à eletricidade de confiança e à água potável são considerações importantes ao determinar os subsídios de hardship, baseados nas diferenças entre os locais de origem e de destino de um determinado expatriado.

“A instabilidade econômica, a agitação social e a crescente turbulência política aumentam o desafio complexo que as empresas multinacionais enfrentam ao analisar a qualidade de vida para sua força de trabalho expatriada,” disse Ilya Bonic, Sócio Sênior e Presidente da área de Carreira da Mercer. “Para as empresas multinacionais e governos, é fundamental ter informações precisas, detalhadas e confiáveis sobre qualidade de vida. Isso não apenas permite que esses empregadores remunerem os empregados adequadamente, mas também fornece um benchmark de planejamento e insights sobre o ambiente operacional geralmente sensível que envolve a sua força de trabalho”.

“Em épocas de incerteza, as organizações que planejam se estabelecer e enviar empregados a um novo local devem garantir que possuem um quadro completo da cidade, incluindo a sua viabilidade como um local de negócios e a sua atratividade para o talento-chave,” acrescentou o Sr. Bonic.

Viena ocupa o primeiro lugar em qualidade de vida em geral pelo 8º ano consecutivo, sendo que o restante da lista das dez melhores colocadas são cidades europeias: Zurique está em segundo lugar, com Munique (4), Dusseldorf (6), Frankfurt (7), Genebra (8), Copenhague (9) e Basileia, uma recém-chegada à lista, em 10º lugar. As únicas cidades não europeias dentre as dez melhores colocadas são Auckland (3) e Vancouver (5). As cidades com melhor classificação da Ásia e América Latina são Singapura (25) e Montevidéu (79), respectivamente.

A pesquisa da Mercer também inclui uma classificação de infraestrutura urbana que avalia, para cada cidade, o fornecimento de energia elétrica, água potável, telefone, correio e transporte público, assim como congestionamento de trânsito e a variedade de voos internacionais disponíveis nos aeroportos locais. Singapura ocupa a primeira colocação no ranking de infraestrutura urbana, seguida por Frankfurt e Munique, ambas em segundo lugar. Bagdá (230) e Porto Príncipe (231) são as últimas colocadas para infraestrutura urbana. Neste quesito Brasília é a melhor cidade avaliada do país e figura como umas das 5 mais bem avaliadas na América Latina

A pesquisa da Mercer é uma das mais abrangentes do mundo e é conduzida anualmente para auxiliar empresas multinacionais e outras organizações a remunerar de maneira justa seus empregados enviados em transferências internacionais. Além das informações valiosas, as pesquisas de Qualidade de Vida da Mercer fornecem recomendações de hardship para mais de 450 cidades em todo o mundo; o ranking deste ano inclui 231 dessas cidades.

“O sucesso das transferências internacionais é influenciado por questões como facilidade de viagem e comunicação, padrões de saneamento, segurança pessoal e acesso a serviços públicos,” comentou Slagin Parakatil, Diretor da Mercer e responsável pela pesquisa de qualidade de vida. “As empresas multinacionais precisam de informações precisas e oportunas para ajudá-las a calcular remuneração justa e consistente para os expatriados – um desafio real em locais com qualidade de vida comprometida.”

O Sr Parakatil acrescentou, “A infraestrutura de uma cidade, ou melhor, a falta dela, pode afetar consideravelmente a qualidade de vida que os expatriados e suas famílias vivenciam diariamente. O acesso a uma variedade de opções de transporte, estando conectado local e internacionalmente, e o acesso à energia elétrica e água potável estão entre as necessidades essenciais dos expatriados que chegam a um novo local de transferência. Uma infraestrutura bem desenvolvida também pode ser uma vantagem competitiva importante para as cidades e municípios que tentam atrair empresas multinacionais, talentos e investimentos estrangeiros.”

Europa

Mesmo com a turbulência política e econômica, as cidades da Europa Ocidental continuam a desfrutar de algumas das mais altas qualidades de vida do mundo. Ainda em primeiro lugar, Viena é seguida por Zurique (2), Munique (4), Dusseldorf (6), Frankfurt (7), Genebra (8), Copenhague (9), e uma recém-chegada à lista, Basiléia (10). Em 69º lugar, Praga é a cidade melhor classificada da Europa Central e Oriental, seguida por Liubliana (76) e Budapeste (78). A maioria das cidades europeias permaneceu estável no ranking, com exceção de Bruxelas (27), caindo seis posições devido às questões de segurança relacionadas a terrorismo, e Roma (57), quatro lugares abaixo devido aos problemas de remoção de resíduos. Finalmente, Istambul caiu da 122ª para a 133ª posição devido à grave turbulência política na Turquia durante o ano passado. As cidades com pior classificação da Europa são São Petersburgo e Tirana (ambas em 176º lugar), juntamente com Minsk (189).

As cidades da Europa também ocupam a maior parte dos dez melhores lugares no ranking de infraestrutura urbana com Frankfurt e Munique juntamente em 2º lugar mundial, seguidas por Copenhague (4) e Dusseldorf (5). Londres está na 6ª colocação e Hamburgo e Zurique ambas em 9ª. Entre as piores classificadas da Europa estão Sarajevo (171) e Tirana (188).

“As cidades que estão no topo da lista de infraestrutura urbana oferecem uma combinação de instalações aeroportuárias locais e internacionais de primeira linha, cobertura variada e extensa através de redes locais de transporte e soluções inovadoras, como tecnologia inteligente e energia alternativa", comentou Parakatil. "A maioria das cidades agora alinha variedade, confiabilidade, tecnologia e sustentabilidade ao projetar infraestrutura para o futuro.”

Américas

Na América do Norte, as cidades canadenses ocupam as posições mais altas do ranking. Vancouver (5) é novamente a cidade da região mais alta no ranking de qualidade de vida. Toronto e Ottawa seguem em 16º e 18º lugares respectivamente, enquanto que São Francisco (29) é a cidade americana melhor colocada, seguida por Boston (35), Honolulu (36), Nova York (44) e Seattle (45). Os altos índices de criminalidade em Los Angeles (58) e Chicago (47) fizeram com que essas cidades caíssem nove e quatro posições respectivamente. Monterrey (110) é a cidade do México mais alta no ranking, enquanto que a capital do país, Cidade do México, ocupa a 128ª posição. Na América do Sul, Montevidéu (79) é a melhor classificada para qualidade de vida, seguida por Buenos Aires (93) e Santiago (95). La Paz (157) e Caracas (189) são as cidades da região com pior classificação.

Para infraestrutura urbana, Vancouver (em 9º lugar) também é a melhor classificada da região. É seguida por Atlanta e Montreal, empatadas em 14º lugar. Em geral, a infraestrutura das cidades do Canadá e dos Estados Unidos é de alto padrão, incluindo a conectividade de aeroporto e ônibus, a disponibilidade de água potável e a confiabilidade do fornecimento de energia elétrica. O congestionamento de trânsito é uma preocupação nas cidades em toda a região. Tegucigalpa (208) e Porto Príncipe (231) possuem as pontuações mais baixas para infraestrutura urbana da América do Norte. Em 84º lugar, Santiago é a cidade sul-americana melhor colocada no ranking de infraestrutura; La Paz (168) é a pior. 

Segundo Indre Medeiros, líder da prática de Mobilidade da Mercer Brasil, os fatores de maior criticidade dos países da América do Sul que afetam seu posicionamento no ranking estão relacionados ao contexto sócio-político, econômico, além do padrão de educação disponível para estrangeiros. “Ou seja, a variedade de escolas internacionais ou escolas locais particulares que atendam todas as séries escolares é um ponto importante”.

“No caso do Brasil como um todo, que está entre os top 5 da América do Sul, os pontos fortes apontam para a qualidade significativa da oferta de bens de consumo e ambiente natural de destaque, com clima agradável e baixa recorrência de desastres naturais”

Em 2017, a cidade mais bem colocada continua sendo Brasília, assumindo a 109ª posição. Em seguida, Rio de Janeiro (118), São Paulo (121) e Manaus (127).

Em relação ao ranking de 2016, a cidade do Rio de Janeiro caiu na avaliação, devido à limitação de sistemas adequados de esgoto e restrição de uso de fontes de águas locais devido à poluição. Outro fator que comprometeu o índice da cidade foi o aumento de número de casos de riscos à saúde devido à existência de insetos transmissores de Zika Virus, febre amarela e dengue.

Por outro lado, Rio de Janeiro e São Paulo alavancam a média com a melhor qualidade de ensino e educação para expatriados entre as cidades brasileiras do ranking e ainda nas categorias de recreação, possuindo ampla variedade de restaurantes, programas culturais, opções de esporte e lazer.

Manaus continua sendo a localidade desafiadora no Brasil, principalmente em termos de segurança e educação, mas com bom número de centros comerciais que oferecem excelentes escolhas de alimentos e outros produtos de consumo diário.

Ásia-Pacífico

Singapura (25) continua a ser a cidade melhor colocada no ranking da região Ásia-Pacífico, onde há uma grande disparidade em qualidade de vida; Duchambé (215) no Tajiquistão é a pior. No Sudeste Asiático, Kuala Lumpur (86) segue Singapura; outras cidades-chave incluem Bangkok (131), Manila (135), e Jacarta (143). Cinco cidades japonesas estão no topo do ranking para a Ásia Oriental: Tóquio (47), Kobe (50), Yokohama (51), Osaka (60) e Nagóia (63). Outras cidades notáveis da Ásia incluem Hong Kong (71), Seul, (76), Taipei (85), Xangai (102) e Pequim (119). Há também uma considerável variação regional no ranking de infraestrutura urbana. A cidade melhor classificada é Singapura (1), onde Daca (214) está perto do final da lista.

Nova Zelândia e Austrália continuam bem classificadas em qualidade de vida: Auckland (3), Sydney (10), Wellington (15) e Melbourne (16) permanecem entre as 20 melhores. Contudo, quando classificadas em infraestrutura, apenas Sydney (8) fica entre as primeiras dez, com Perth (32), Melbourne (34) e Brisbane (37) também se classificando bem para infraestrutura na Oceania. Em geral, as cidades da Oceania desfrutam de boa qualidade de vida, embora critérios como conectividade aeroportuária e congestionamento de trânsito estejam entre os fatores que as classificam mal em termos de infraestrutura urbana.

Oriente Médio e África

Dubai (74) continua a ter a melhor classificação em qualidade de vida em toda a África e Oriente Médio, subindo uma posição no ranking deste ano, seguida de perto por Abu Dhabi (79), que subiu três lugares. Saná (229) no Iémen, Bangui (230) na República Centro-Africana e Bagdá (231) no Iraque são as três cidades da região com a pior classificação em qualidade de vida.

Dubai também se classifica melhor em infraestrutura estando em 51º lugar. Apenas outras cinco cidades da região ficam entre as 100 primeiras, incluindo Tel Aviv (56), Abu Dhabi (67), Port Louis (94), Mascate (97) e a próxima anfitriã da Copa do Mundo da FIFA, Doha no Catar, que ocupa a 96ª posição em infraestrutura. As cidades dos países africanos e do Oriente Médio dominam a metade inferior da tabela para infraestrutura, com Brazavile (228) na República do Congo, Saná (229) e Badgá (230) possuindo as piores classificações.

Texto publicado pela Mercer.