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Políticos de Londres não têm carros oficiais e recebem apenas vale-transporte

Você conhece algum prefeito brasileiro que não usa carro? Pode parecer impossível, mas o prefeito de Londres, Boris Johnson, costuma usar o metrô ou a bicicleta para ir diariamente ao trabalho. Aliás, ele não é o único político britânico a usar o transporte alternativo.

Ao contrário das cidades brasileiras, a London Assembly, equivalente à Câmara dos Vereadores, não disponibiliza automóveis oficiais às autoridades londrinas. Conforme informado pela Folha, em reportagem de agosto de 2013, os políticos britânicos recebem apenas um vale-trasporte, para que se desloquem diariamente utilizando o transporte público.

Johnson é um dos principais símbolos mundiais de políticos que incentivam o cicloativismo e o uso da bicicleta como meio de transporte. Quando a capital inglesa iniciou o sistema de bicicletas compartilhadas, uma imagem do prefeito usando capacete e pedalando sua bicicleta, com uma mochila nas costas, foi usada para divulgar o programa.

Não se trata apenas de gosto pessoal. O não financiamento de automóveis para uso particular é regra em Londres. “O prefeito e os membros da London Assembly têm o compromisso de usar o transporte público”, diz a regra da prefeitura. Além disso, até mesmo os reembolsos pelo uso de táxi somente são feitos caso prove-se que o funcionário não pôde utilizar uma opção mais barata.

No Brasil

Em contrapartida, a Folha de São Paulo também fez um levantamento sobre os gastos da cidade de São Paulo com o transporte dos políticos. Vereadores, deputados, assessores, prefeito, governador e outros funcionários públicos têm direito a um carro alugado, pago com o dinheiro público.

Enquanto no ano de 2012 Boris Johnson teve o reembolso de R$ 382, a prefeitura de São Paulo gastou R$ 1,145 milhão com os carros oficiais. Em 2013, um veículo de luxo permaneceu parado na garagem da prefeitura dando despesas de R$ 13.075 por mês.

Matéria originalmente publicada no portal CicloVivo