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Metade da população vive em apenas 1% da Terra

Por Bruno Felin - The City Fix Brasil

Onde foi parar o homem desde que começou a caminhada da África para povoar o mundo? Max Galka, um especialista em vizualização de dados, criou o mapa acima em busca dessa resposta. A principal conclusão? Metade das pessoas vivem em apenas 1% da superfície terrestre (em amarelo), enquanto os outro 99% estão espalhados em grupos menores pelo resto.
 

Imagem: Max Galka/Metrocosm/Reprodução

O trabalho de Galka é baseado em dados da Nasa, a agência espacial americana, que contabilizam a população em blocos de 9 milhas quadradas (aproximadamente 23 quilômetros quadrados), ignorando fronteiras. Assim, dos 28 milhões de blocos, os que têm população acima de 8 mil viraram um ponto amarelo.

Ao recortar o mapa e focar apenas na América do Sul, por exemplo, é possível ver como povoamos, principalmente, as costas dos oceanos Pacífico e Atlântico. As exceções são algumas cidades argentinas, como Córdoba e Rosário, a região de Cochabamba, na Bolívia, Assunção, no Paraguai, entre outros espaços.
 


No Brasil, fica clara a concentração em Goiânia, Belo Horizonte, Teresina e Cuiabá, além das cidades litorâneas. Em comparação, as áreas com maior densidade populacional na Ásia se concentram, na maioria, no interior, ao menos os maiores blocos, na China e na Índia.
 


Realidade muito diferente da Europa, que apesar de ter uma população muito menor do que a Ásia, tem gente espalhada de maneira muito mais uniforme no território.
 


Diante das projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) de que a população mundial pode chegar a 11 bilhões até o final do século, com até 84% desse contingente vivendo em cidades, os pontos amarelos devem se espalhar bastante. Mas onde deve ocorrer as maiores transformações é na África e na Ásia, onde é previsto um crescimento exponencial na população:
 


Com tanta gente no mundo e grande parte vivendo em cidades, é de se imaginar as transformações que o planeta passará até 2100. As projeções mostram que o momento de tornar os grandes centros urbanos mais sustentáveis é agora, para que sejam capazes de gerar qualidade de vida e maior igualdade. É preciso usar a Terra de uma maneira cada vez mais inteligente. 

Matéria publicada originalmente no portal The City Fix Brasil.