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II Encontro Nacional de Municípios debate educação em tempo integral e desenvolvimento territorial sustentável

Com o tema  “Desafios para a Implantação da Educação em Tempo Integral”, teve início na manhã desta quarta-feira (2) a programação do II Encontro Nacional de Municípios,  realizado  pela Associação Brasileira de Municípios (ABM), em Brasília. Coordenado pelo prefeito de Panamá (GO) e presidente da Federação Goiana de Municípios (FGM), Divino Alexandre, o painel contou com a participação de agentes e autoridade em educação de diferentes setores. O painel seguinte  abordou “A Importância da Assistência Técnica para o Desenvolvimento Territorial Sustentável”, sob a coordenação do presidente da Associação Estadual de Municípios do Rio de Janeiro (AEMERJ), Anderson Zanon.

A folha de pagamento dos professores, que compromete grande parte dos recursos para Educação dos municípios, e as atividades que devem ser implementadas para tornar a jornada de sete horas uma realidade em todas as cidades brasileiras dominaram as discussões do primeiro tema.  Como contraponto, também foram apontadas  algumas soluções para os principais entraves que dificultam a implantação da educação em tempo integral.

“Muitos municípios hoje se encontram com dificuldades com os pisos salariais dos professores e isso impacta diretamente na escola de tempo integral. A criança fica na escola integralmente não precisa apenas do professor, mas de outros profissionais capacitados para a sua formação, com alimentação e outras atividades, esportivas, culturais e de lazer”, afirmou a presidente da Undime Goiás e dirigente municipal de Educação de Anápolis, Virgínia Maria Pereira de Melo.

O Secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do Ministério da Educação, Binho Marques, defendeu ajustes internos para as folhas de pagamentos. “Quando fui secretário de estado de educação eu demiti 10% da folha, com contratos temporários e que efetivamente não estavam em sala de aula”, explicou.

Para o conselheiro da Câmara Superior de Educação Superior, Paulo Barone, as escolas precisam agregar a educação com habilidades básicas do trabalho.  “Não de forma profissional, mas como atividade de trabalho”.

No segundo painel, foram apontadas as questões essenciais para o desenvolvimento sustentável para o Século XXI nos municípios.  O gerente nacional de Estratégia de Segmentos de Governo da Caixa, Marcus Vinícus Rêgo, elencou uma série de medidas praticada pela Instituição e que impactam positivamente no  desenvolvimento dos municípios. “Oferecemos capacitação aos gestores municipais, representantes da Caixa para auxiliar nas soluções locais, além de ensino a distância”, exemplificou.

O gerente executivo da diretoria de governo do Banco do Brasil, Márcio Tunholi, falou sobre as parcerias que o Banco promove com órgãos como o IPEA e o Ministério do Planejamento que para capacitar técnicos nos municípios.  “ Temos várias iniciativas inéditas para o serviço público local”.

Bruno Quick, gerente da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, sobre a importância da entidade para os municípios. “Estamos presentes em todos os estados e em todo local é possível ter ações  que promovem o desenvolvimento das cidades. Os agentes locais são líderes nesse processo”.

Coordenadora do Atlas de Desenvolvimento Humano (PNUD), Andrea Bolzon enfatizou o diálogo para a transformação territorial. “Devemos tomar decisões, em nossos municípios, para o desenvolvimento sustentável se desejamos deixar um local melhor para as futuras gerações”.

A diretora do Mayors Challenge, Rim Abida,  apresentou o Mayors Challenge 2016 da Bloomberg Philanthropies, uma competição para inspirar cidades da América Latina e Caribe a desenvolver ideias inovadoras que solucionem problemas importantes e melhorem a vida nas cidades e possam posteriormente ser compartilhadas com outros municípios.

Em sua fala, o coordenador geral da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis, Oded Grajew,  mostrou como o Programa oferece aos gestores públicos uma agenda completa de sustentabilidade urbana, além de apresentar um conjunto de indicadores associados a esta agenda e um banco de práticas com casos exemplares nacionais e internacionais como referências a serem perseguidas pelos municípios.

O II Encontro Nacional de Municípios conta com o patrocínio do Governo Federal, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, e apoio do Governo de Brasília.

Matéria publicada originalmente no portal da Associação Brasileira de Municípios (ABM).