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Crivella adia por 30 dias entrega de plano de metas do Rio

Enquanto nenhuma meta é apresentada, a cidade segue em pleno caos, com déficit de R$ 3,8 bi e o anúncio de contenção de 25% nos gastos públicos

Por Exame.com

A cidade do Rio de Janeiro segue em pleno apagão político. O prefeito Marcelo Crivella (PRB) deveria apresentar nesta quinta-feira (29/6) o Plano Estratégico da gestão e a revisão do plano orçamentário, com base nas metas a serem cumpridas até 2020.

O compromisso foi firmado no decreto nº 42.784, publicado no Diário Oficial no dia 1º de janeiro de 2017, mas a apresentação das diretrizes deve ser prorrogada por mais 30 dias.

Enquanto nenhuma meta é apresentada, o Rio segue em pleno caos. Com déficit de 3,8 bilhões de reais no caixa, e o anúncio de que haverá uma contenção global de 25% nos gastos públicos, nada se sabe sobre como estão sendo planejados os cortes do orçamento.

O prefeito cortou em 60% os investimentos em conservação da cidade, e o resultado foi que as fortes chuvas da semana passada resultaram em alagamentos e deslizamentos. O prefeito admitiu que a limpeza de bueiros e galerias ficou prejudicada pela falta de verbas.

Outro corte brusco foi em relação ao carnaval, em que a prefeitura afirmou que o corte seria de 50% – o que gerou intensos protestos nos barracões.

Na quarta-feira, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba, Jorge Castanheira, conseguiu se reunir com o prefeito, para questionar a dureza dos cortes e tentar uma negociação.

A prefeitura reiterou que cada agremiação receberá 1 milhão de reais para realizar o desfile, mas se comprometeu a realizar o pagamento de forma antecipada e a buscar mais apoio da iniciativa privada para financiar a festa.

O colapso já está nas ruas. Apesar de a segurança ser responsabilidade do estado, a crise tem refletido numa escalada da violência no Rio de Janeiro, que retornou ao patamar de dez anos atrás quando não havia UPPs.

Outro dado triste da cidade: 1.700 estabelecimentos comerciais fecharam as portas na capital só no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Clube de Diretores Lojistas (CDL). Enquanto o Rio se desmantela, a prefeitura segue sem nenhum plano estratégico.

Matéria publicada no portal Exame.com.