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Como ficam as cidades após as Olimpíadas?

O que acontece com a infraestrutura olímpica após a cerimônia de encerramento, uma vez que os atletas e a mídia voltam para casa? 

São os Jogos Olímpicos uma oportunidade para a resiliência da infraestrutura de longo prazo para as cidades sedes? 

A resposta não é um simples sim ou não. Uma vez que a experiência pós-Jogos Olímpicos é única para cada cidade sede, vamos ver como três cidades sedes recentes fizeram uso de seus espaços. 

Espaços abandonados (Pequim, 2008)

A novíssima arquitetura do centro Olímpico de Pequim tornou-se "um conjunto de instalações esportivas não utilizados com poucos ou nenhum plano para reutilização". Os espaços para canoagem, voleibol de praia, BMX, e beisebol foram abandonadas desde 2008, enquanto o estádio icônico é raramente usado, e caro de manter.

Não à nova infraestrutura (Los Angeles, 1984) 

Los Angeles tomou uma rota diferente para a sua infraestrutura olímpica. Ao invés de construir locais novos, as instalações existentes foram reutilizadas e melhoradas. (Apenas o velódromo e o centro aquático foram construídos especificamente para os Jogos de Verão de 1984).

A Vila Olímpica, onde os atletas viveram, foi espalhada em vários campus universitários locais e a prática dos esportes também foram realizadas em instalações já existentes.

Um novo subúrbio (Sydney, 2000)

As instalações olímpicas de Sydney foram construídas especificamente para os Jogos de Verão de 2000. Embora a cidade não tenha finalizado um plano para a reconstrução do local por mais cinco anos, hoje o Parque Olímpico de Sydney é um subúrbio em crescimento residencial na cidade.

A Vila Olímpica tornou-se uma oportunidade para a inovação verde. A sustentabilidade ambiental é uma prioridade do comitê olímpico, e cada uma das 900 moradias e 300 casas modulares foram construídas com painéis solares e unidades de reaproveitamento de água. 

Matéria originalmente publicada no portal 100 Resilent Cities (em inglês)