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As capitais brasileiras onde mais tempo se leva para ir ao trabalho

Usuários do transporte público no Grande Recife e em Brasília demoram um tempo precioso se deslocando de casa para o trabalho e vice-versa.

Por Romullo Baratto - portal Arch Daily

Os usuários do transporte público no Grande Recife e em Brasília demoram um tempo precioso se deslocando de casa para o trabalho e vice-versa. Por dia, em média, são gastos 96 minutos, revela o Relatório do Transporte Público 2016, divulgado pelo Moovit, aplicativo voltado à mobilidade urbana que tem 55 milhões de usuários. Nesta pesquisa, foram avaliadas dez cidades brasileiras.  

A capital pernambucana ainda aparece em terceiro lugar quanto ao maior tempo de espera pelo ônibus, metrô ou outro modal (27 minutos), atrás somente de Brasília (33) e Salvador (28). 

Na média de deslocamento, os recifenses levam tanto tempo para ir e voltar quanto os moradores de grandes metrópoles do mundo, como Toronto (96 minutos), Istambul (91) e Cidade do México (88). 

A capital pernambucana ainda tem o maior percentual de usuários que levam mais de duas horas para fazer esse trajeto diariamente - 34%. No Brasil, aparecem em seguida o Rio de Janeiro (95), São Paulo (93), Fortaleza (89), Belo Horizonte (85), Campinas/SP (77), Porto Alegre (74) e Curitiba (72). Nessa última, que confirma sua vocação para o transporte público eficiente, 21% levam mais de 120 minutos para ir e voltar do trabalho. 

Distâncias 

No quesito "distância média das viagens", Brasília foi a que teve o maior índice: 15 quilômetros. Em seguida vêm Rio de Janeiro (12), Belo Horizonte e Recife (9), Campinas/SP, Salvador e São Paulo (8), e Curitiba, Fortaleza e Porto Alegre (7). 

Outro ponto avaliado pelo relatório foram as baldeações por trajeto, ou seja, a possibilidade de fazer combinações para chegar mais rápido ao destino. Em São Paulo e Fortaleza, os índices são os mais altos do país (66%). Ainda assim, estão distantes dos de redes de transporte como a da Cidade do México (82%), de Berlim (78%) e de Paris (75%). Na RMR, apenas 56% fazem, ao menos, uma baldeação (migração de um ônibus para outro ou para o metrô). 

Conforme a empresa, o relatório revelou a possibilidade de transformar dados fornecidos pela tecnologia em embasamento para melhorias no setor, como mais corredores de ônibus. "É muito bom quando tecnologia e colaboração se unem", disse o vice-presidente de Produtos e Marketing da Moovit, Yovav Meydad. 

Responsável pela implantação de 33 km de faixas exclusivas para ônibus nos últimos quatro anos, a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) do Recife informou que está prospectando novas rotas para a implantação dos corredores, batizados de Faixa Azul, considerando fatores como o número de linhas e de passageiros beneficiados e a quantidade de paradas ao longo do percurso.

Via Mobilize.

Matéria publicada no portal Arch Daily