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Bicicletas elétricas ajudam a vencer ladeiras em São Luiz do Paraitinga

Por Estêvão Bertoni

A estudante Jennifer Cristine da Silva, 21, não quer mais saber de suar. Após provar os benefícios da bike elétrica, ela nunca mais voltou a usar sua magrela convencional para subir as ladeiras de São Luiz do Paraitinga (a 182 km de São Paulo).

Em fevereiro, um sistema público de empréstimo de bicicletas elétricas começou a funcionar no município.

"Que a gente saiba, nesse modelo, é o primeiro sistema de compartilhamento de bicicletas elétricas do Brasil", afirma o engenheiro Mateus Lourenço, responsável pela iniciativa da Elektro, a distribuidora de energia da região.

Jennifer recorre ao veículo o tempo todo, para fazer as coisas do dia a dia. Até agora, só gastou R$ 1 pelos empréstimos. É o preço que se paga pelo cadastro, feito no site da distribuidora. Além de dados pessoais, pede-se um número de cartão de crédito.

As duas primeiras horas de uso são gratuitas. Depois, são cobrados R$ 10 a cada hora extra, o que ainda não aconteceu com nenhum usuário. Ao fim do período, a pessoa pode renovar por mais duas horas –é o que Jennifer faz.

Ela usa a bike elétrica para ir até a rodoviária comprar passagens para Taubaté, onde estuda engenharia civil. Também passeia com amigos.

"A gente procura lugares novos para conhecer. Nas subidas, é só pedalar um pouco que a bicicleta te leva", diz.

Uma taxa de R$ 2.000 é debitada caso o usuário nunca mais devolva a bike.

Embora tenha sido instalado atrás do mercado municipal da cidade apenas um único ponto de retirada e recarga com dez veículos (sete elétricos e três convencionais), o número de empréstimos é alto: de 30 a 50 por dia.

"A cidade só fica cheia em festas como a do Divino e o Carnaval, ou nos fins de semana quando o turista que vai a Ubatuba passa para almoçar em São Luiz. O empréstimo é mais para moradores. A curiosidade do momento contribui para o sucesso dos empréstimos", diz Lourenço.

Logo que ficou sabendo da novidade, José Vitor Coelho, 8, quis andar nas bicicletas. "Ele fica a semana inteira falando disso", conta sua mãe, a dona de casa Sandra Nakano, 49, que já perdeu a conta de quantas vezes levou o filho para brincar na cidade –a família vive na zona rural.

Segundo a Elektro, a iniciativa –parte de projeto que busca implantar novas tecnologias em redes de energia– ficará sob a gestão da empresa até agosto. Depois, a intenção é passá-la à prefeitura. 

Matéria originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo